12 de outubro de 2009
Das Despedidas...
situação da qual se tenta conseguir o melhor possível,
não sem certo ruborizar de bochechas...
palavras, saem aquelas talvez inadequada
se sempre sempre com a sensação de que se poderia ter aproveitado mais
mas calam-se e deixam ao acaso
sobre o futuro nada se fala, o momento é o único como se não
existisse depoi
se nele não se desespera
nem se prepara
tampouco se inventa um momento melhor
é assim: como tiver de ser
e no final são dois futuros
duas vidas seguindo em frente
em duas frentes diferentes....
8 de outubro de 2009
(...)
Mais uma vez a despedida,
e a terrível e conhecida sensação de que faltou um adeus.
A voz do outro lado da linha.
Que ruim é imaginar já não mais voltar a ver o teu sorriso,
dar-te um beijo na testa sentindo teu perfume.
E a certeza de que daqui para frente nada poderá ser igual,
para sempre tua ausência.
A casa vazia, o silêncio da tua falta.
O fim do conforto de saber-te sempre ali.
Ainda que distante, ali.
Observando com toda sua calma o mundo que se transforma
diante de tua porta. Esperando que nos aproximássemos
para receber-nos com um grande sorriso.
Perdemos uma parte de cada um de nós.
Essa parte faz falta, e essa falta dói.
Mas não há nada o que fazer, senão agradecer-te
por todos os generosos ensinamentos que sempre
te orgulhaste em compartilhar. Por tua tranqüilidade,
e pela tranqüilidade de saber-te presente,
pois também tu deixaste uma parte de ti.
E essa parte carrego orgulhoso,
em meu coração e em minhas veias,
que nesse momento se apertam de saudades.
Mas é reconfortante a certeza
de que partiste com toda a serenidade
que sempre tiveste em vida.
Tento compensar a dor de tua ausência
com a idéia de que um dia voltaremos a nos encontrar.
E outra vez ouvirei tuas histórias,
verei o teu sorriso,
e poderei dar-te um beijo,
sentindo o perfume em teus cabelos
