
Passei por novo processo 'Fênix' esta semana.
Pensei que fosse morrer, mas, não.
Apenas uma parte de mim foi enterrada.
De tempos em tempos, morremos em alguns aspectos.
Quando uma crise se agrava, pensamos que a finitude completa poderá justificar qualquer falência interna, emocional, profissional, ou física.
Acontece que alguns pedaços são tão difíceis de serem arrancados.
São coisinhas que vamos carregando e até desenvolvemos algum afeto por elas.
Ainda assim, machucam. Não vamos morrer se dermos as costas à elas.
O processo é de renascimento, de encontro com a vida. A felicidade.
Visitei o inferno e fui mandado de volta aos céus. Não pertenço ao lugar. Não me reconheço lá.
Sei de mim na leveza, no sorriso largo, na gargalhada alta. Aquela angústia tinha que ir embora. E foi. Não precisei morrer por isso. Tive apenas que MATAR.

Texto milimetricamente fundado no sentimento. A dor ficou perfeitamente perceptível.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, pesâmes pela morte!
É, morrer pra nascer denovo se tornou parte da minha vida também, um hábito, ou um circulo vicioso. E é sempre nesses momentos de 'morte' que a gente se encontra e encontra quem nos ajude. Alguém que nos entenda sem questionar. Que apenas ouça nossos soluços de choro sielncioso. Estarei sempre aqui com você. Apenas cahem pelo meu nome e eu estarei lá.
ResponderExcluirVocê encontrou sua válvula de escape, não tem forma melhor pra vc descrever seus sentimentos por forma de palavras?!
ResponderExcluirAfinal, elas escrevem seus pensamentos mais íntimos e insanos e o transformam em arte.
Hugo Corradi vc é lindo, vivo acima de tudo, e revivido, uma verdade fênix.
Tenho muito ORGULHO de ser sua amiga.
Maria Angélica