29 de agosto de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO.....

CHARGE: Fernando Gonçalves : http://chargges.zip.net/
Hoje, o Rei faria 51 anos...
Michael estaria comemorando esta data com uma serie de shows na Inglaterra...
É triste saber que nada se concretizou.... é triste demais olhar pra tras e ver o grande artista do milênio ter ido assim tão rapidamente.....
Em comemoração ao seu aniversario... postarei aqui uma materia escrita por mim para o Jornal Acontece de Três Lagoas/MS em Julho agora.... :


Michael Jackson: Sai da Vida, e entra na HISTÒRIA....

Falar sobre o mestre do universo da música pop é sempre relevante. Embora [quase] tudo já tenha sido dito, há sempre uma curiosidade a mais em torno do ícone Michael Jackson. Prestes a comemorar 51 anos em agosto próximo, o rei do Pop é sinônimo de uma espécie de artista à beira da extinção.
Ele foi responsável por dar seqüência, nos anos 80, a um trabalho que Elvis, Beatles e David Bowie se ocuparam em difundir nas décadas anteriores. Tentando voltar ao TOPO, Michael vinha ensaiando uma série marcada de 50 shows na Inglaterra, shows que infelizmente nunca acontecerão. Com altos e baixos no caminho, Michael deixa um legado impossível de apagar e a cultura pop, orfã de novos ídolos.
Michael Jackson estava condenado desde o início. A veia artística estava lá, mas o menino de 8 anos não tinha noção do que se tornaria quase 20 anos depois. Foi vítima do autoritário pai, Joseph, que o inseriu no Jackson 5. As apresentações do cantor à frente dos irmãos - Jackie, Tito, Jermaine e Marlon -, encantavam o público pela presença e carisma.
Na época, Diana Ross, Marvin Gaye e Stevie Wonder, todos da gravadora Motown, dominavam as paradas de sucesso embalados pelo soul. No final da década, o grupo ficou pequeno para o sucesso de Michael. Em 1979, produzido por Quincy Jones, o cantor daria o salto definitivo para a carreira solo. Michael agora vivia a era da disco e, sem cerimônia, emplacou hits como Don't Stop Till You Get Enough e Rock With You, no disco Off The Wall, que vendeu mais de 25 milhões de copias.
Entre a decadência da disco e o começo da new wave, o álbum Thriller, de Michael Jackson, trouxe a sonoridade que marcaria a década de 80, influenciando as gerações seguintes. A levada pop construída por Jackson e Quincy Jones, sem abandonar as raízes da black music, transformaria-se numa fábrica de hits, montanha de prêmios e milhões de cópias vendidas. As 109 milhões de cópias que Michael Jackson vendeu no mundo todo, às custas de Billie Jean, Human Nature, Wanna Be Startin Something, Beat It, The Girl is Mine - esta em parceria com o ex-beatle Paul McCartney, e a faixa-título, estão impregnadas no inconsciente coletivo.
O moonwalking tornou-se tão kitsh quanto uma lata de sopa Campbell assinada por Andy Wahrol. Nunca um cantor negro havia alcançado este patamar. Será que Michael precisaria de uma nova identidade para seguir adiante? Os anos seguintes comprovaram que sim.
Embora tenha gravado menos álbuns que antigas lendas, Michael foi responsável pelo hino We Are The World, com a participação de mais de 20 artistas, entre eles Tina Turner e Lionel Ritchie, em combate à fome na África, em 1985. Depois de alcançar o primeiro lugar em varias paradas de sucessos, e arrecadar mais de U$$ 45 milhões, o hino foi imortalizado. Logo em seguinda, precisamente em 1987, o disco Bad fez muito sucesso e colocou seis músicas no topo das paradas, trouxe um Michael mais branco, com um ar mais rebelde, alem de influenciar com sua moda, mas não repetiu o êxito de Thriller nas vendas, vendendo cerca de 35 milhões de cópias em todo o mundo. A obra-prima pop, lançada cinco anos antes, por incrível que pareça, ainda permanecia entre os 200 discos mais vendidos da Billboard. Para entrar na década de 90, Michael retornou às paradas com seu disco mais experimental, Dangerous, lançado em Dezembro de 1991, foi do álbum, que saiu talvez um dos seus maiores sucessos de criticas e um das musicas mais conhecidas de seus fãs, ‘Black or White’, que alcançou topo em diversos países, ficando na parada americana, 7 semanas seguindas. O álbum mais uma vez não repetiu as vendagens de Thriller, mas conseguiu chegar a mais de 38 milhões de cópias vendidas, começando a década com o pé direito.
Na cerimônia do Oscar, em 1991, Madonna convidou Michael para acompanhá-la. Vestida como Marilyn Monroe, ela cantou Sooner or Later coberta por diamantes avaliados em 21 milhões de dólares, revivendo a Material Girl do começo da carreira. Michael havia convidado Madonna para participar da faixa In The Closet, do disco Dangerous. O poderoso dueto acabou não acontecendo. O clipe da faixa acabou tendo a participação de Naomi Campbell. Ela queria que Jackson se vestisse de mulher no vídeo, o que deixou o cantor desconfortável.
Em 1993, teria sua carreira arranhada pela sexualidade. Michael foi processado por conta de uma acusação de assédio sexual, envolvendo um dos meninos que freqüentavam sua casa, o rancho Neverland. O escândalo manchou a reputação do artista, agora branco e cada vez mais controvertido e fez com que ele pagasse alguns milhões para a família do garoto. Jackson, acabou prosseguindo com a turnê do disco Dangerous, que vinha batendo recordes de publico e arrecadação, por onde pela primeira vez, passaria pelo Brasil para realizar um show Solo. Apenas agora, depois de sua morte, o menino revelou a jornais do mundo inteiro, que tudo não passou de uma mentira meticulosamente armada para arrancar dinheiro de seu ídolo.
Michael Jackson lançou em 1995, HIStory, álbum duplo que trazia um CD de inéditas e outro com seus grandes sucessos. O astro estava casado com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, desde 1994. Michael detinha total controle sobre a obra dos Beatles, que adquiriu por uma bagatela, e do próprio Elvis. Gravou um dueto com a irmã Janet [Scream] e emplacou sua última música número 1 na parada americana da Billboard, a açucarada You Are Not Alone. No clipe, um Michael branquelo, de cabelos lisos, troca carícias com a então esposa, Lisa Marie. O disco vendeu bem menos que os anteriores, mas por ser um disco duplo com um preço salgado, pode-se considerar um sucesso estrondoso com suas 20 milhões de cópias. Em 1997, ele lançou um disco de Remixes, intitulado “Blood On The Dance Floor”, que trouxe o seu ultimo nº 1 da parada britânica, com a faixa titulo.
Michael só lançaria um novo álbum em 2001, o fracasso Invincible, que mesmo com as 15 milhões de cópias vendidas, passa longe de todos os outros lançamento do artista. Após este disco, Michael se fechou, de 2001 até sua morte, somente coletânias foram lançadas, um novo caso de pedofilia veio a tona, e desta vez ele resolveu enfrentar um julgamento, sendo inocentado de 10 acusações em 2005. Em fevereiro de 2009, Michael assinou contrato com a empresa AEG Live, se comprometendo a realizar 50 shows na O2 Arena, em Londres. Mas sua morte prematura calou a musica, entristeceu os fãs, e apagou o Mito. Vieram as Spice Girls, Britney Spears, Justin Timberlake entre muitos outros. Todos em busca de um lugar ao sol na música pop. Mesmo com Amy Winehouse, a verdade é que, por falta de uma identificação, criatividade ou carisma, "o nosso ídolo ainda é o mesmo, e as aparências não enganam, não". Michael Jackson morreu, e permanece ídolo. Tem mais alguém?

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